Home SoftwareDesisti da minha cara câmera full-frame e diminui meu equipamento por um ano – confira 5 lições que aprendi

Desisti da minha cara câmera full-frame e diminui meu equipamento por um ano – confira 5 lições que aprendi

by admin

Com o avanço da tecnologia fotográfica, a discussão sobre câmeras de formato completo ganha cada vez mais destaque, especialmente entre fotógrafos apaixonados. Modelos recentes de marcas como Sony, Canon e Nikon oferecem resolução impressionante, tecnologia avançada de autofoco e uma linha diversificada de lentes de alta qualidade. No entanto, a curiosidade por outros formatos, como as câmeras de sensor crop, pode ser instigante e até mesmo gratificante para quem busca novas experiências fotográficas.

Minha jornada com câmeras de formato completo começou com uma experiência positiva, mas uma viagem à Espanha me fez refletir sobre a praticidade de equipamentos menores. Enquanto meu parceiro carregava uma câmera compacta, eu lutava com minha Nikon Z6 e uma mochila cheia. Aquela intensidade de peso, somada ao prazer sólido que observei em minha parceira, reacendeu um desejo de testar opções mais leves e ágeis no mundo da fotografia.

Após considerar algumas alternativas, decidi adquirir uma câmera Olympus EM-5 Mark II, um modelo com sensor menor, mas que tem oferecido surpresas agradáveis desde então. Neste artigo, vou compartilhar como essa mudança me levou a repensar o que realmente preciso em uma câmera.

1. A profundidade de campo e a resolução não são tudo

Uma das principais percepções foi a de que a resolução não é o fator mais determinante. Com o uso de lentes como a Sigma 56mm f/1.4, consegui resultados satisfatórios em termos de desfoque de fundo. Mesmo quando a abertura equivale a f/2.8 em termos de full-frame, a qualidade de desfoque ainda é excelente.

Utilizando a Panasonic Leica 15mm f/1.7 como lente grande angular, percebi que, embora a alteração para f/3.4 em termos de full-frame possa exigir mais atenção, a capacidade de foco próximo dessa lente compensava. Em nenhum momento senti falta de uma maior profundidade de campo durante as minhas filmagens com a câmera de sensor crop.

Além disso, na hora de realizar cortes extremos nas imagens, a resolução de 16MP da EM-5 II provou ser suficiente, mesmo permitindo ajustes de proporção como 16:9. Embora as impressões em tamanhos maiores possam ser limitadas, a qualidade nas telas de 1440p permanece excelente.

2. O processamento moderno pode fazer milagres

Um ponto que não pode ser ignorado é a evolução das ferramentas de pós-processamento. Mesmo aqueles que não têm competência em softwares como o Lightroom podem se beneficiar enormemente das presets disponíveis e tutoriais que ajudam a otimizar a qualidade das imagens.

Softwares de AI, como ferramentas de redução de ruído e escalonamento de resolução, podem minimizar as desvantagens inerentes a sensores menores. O sensor mais antigo da EM-5 MII, apesar de suas limitações, pode ser corrigido facilmente com ajustes de post-processamento para garantir que a qualidade da imagem se mantenha alta mesmo nas zonas de sombra.

3. O fator diversão do sensor crop

Um aspecto que tem me surpreendido é o quanto uma câmera menor pode resgatar a alegria de fotografar. Apesar de câmeras full-frame serem tecnicamente superiores, muitas vezes não conseguem gerar a mesma empolgação que uma crop sensor. As câmeras da Fujifilm e da OM System oferecem uma experiência tátil e visual que remete ao vintage e ao nostálgico.

Pessoalmente, sinto que a EM-5 MII me convida a capturar momentos. O design retro, o som do obturador e o toque agradável proporcionam uma experiência fotográfica única. Por vezes, as limitações de um formato menor incentivam a criatividade de maneiras que uma câmera top de linha pode não oferecer.

4. A baixa luminosidade é o maior desafio

Embora uma câmera de sensor crop funcione bem em condições de iluminação diurna, a noite revela as vantagens de um full-frame. Embora seja possível usar uma câmera compacta em situações com pouca luz, o controle de ISO e a qualidade das imagens em ambientes escuros são indiscutivelmente superiores em um modelo full-frame, permitindo captar mais detalhes de cena com eficiência e clareza.

5. O peso a diferença não é tão significativa

Um ponto que me surpreendeu foi que a economia de peso não foi tão notável quanto eu esperava. Ao trabalhar principalmente com lentes prime menores, a diferença de peso entre minha Nikon Z6 e a EM-5 MII de fato não fez tanta diferença na prática. Mesmo que a Nikon seja mais pesada, a diferença não é tão perceptível no dia a dia.

Definitivamente, em trilhas longas ou em passeios, cada grama conta. Mas a diferença ficou mais visível em zooms telefoto, onde o peso pode ser um fator mais crítico. Minha experiência geral foi que, embora as câmeras menores ofereçam vantagens em portabilidade, o peso da carga não foi tão pesado quanto eu imaginava.

Um ano com a Olympus EM-5 Mark II: Valeu a pena?

Após um ano utilizando a Olympus EM-5 Mark II, fica claro que é uma câmera que desafia definições e expectativas. Embora não substitua minha configuração full-frame, é uma excelente opção complementar para diferentes cenários fotográficos. É como possuir um carro clássico: não é a melhor escolha para o dia a dia, mas perfeita para momentos especiais. Com um mercado de câmeras de sensor crop acessível, é uma oportunidade tentadora para explorar novas perspectivas e modos de fotografar.

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