No atual cenário corporativo, as políticas de BYOD (Bring Your Own Device) estão se tornando cada vez mais populares nas empresas. Essa mudança é impulsionada, principalmente, pelo desejo dos funcionários de se despedir dos celulares fornecidos pela empresa e pela busca das lideranças por aumentar a segurança e reduzir custos. Um estudo recente apontou que 67% das empresas já implementaram políticas de BYOD, um aumento significativo em relação a 51% do ano anterior.
Diante do crescente interesse tanto de organizações quanto de colaboradores que desejam adotar o modelo BYOD, é fundamental entender os benefícios dessa transição e as etapas que as empresas podem seguir para garantir uma implementação bem-sucedida, assegurando medidas adequadas de segurança e privacidade.
Fazendo a transição para o BYOD:começar pelo “porquê” e elaborar um plano
Como em qualquer outro aspecto do planejamento empresarial, a implementação de uma estratégia de comunicação móvel deve estar fundamentada no “porquê” da empresa. Quais são os principais motivos para que seus colaboradores utilizem (ou não) um modelo de BYOD? Será que é a produtividade, a segurança, melhores interações com os clientes ou tudo isso junto? Dependendo do setor, da categoria e do tamanho da empresa, esse “porquê” pode assumir diferentes formas.
Por exemplo, uma empresa que atua em um setor altamente regulamentado, como serviços financeiros ou saúde, terá como prioridade a captação de chamadas e mensagens para fins de conformidade. Já outra organização pode priorizar a privacidade dos dados em sua política de telefonia, tanto para si quanto para os clientes. Em ambos os casos, uma estratégia de comunicação móvel robusta, com uma política de BYOD bem definida, é essencial.
Empresas que operam em um espectro oposto, como aquelas que dependem de uma força de trabalho temporária, precisarão de uma solução que permita atribuir números de negócios a trabalhadores freelance ou contratados. Para as organizações que buscam reduzir custos enquanto aumentam a produtividade, uma alternativa é implementar uma identidade empresarial distinta nos celulares dos funcionários, separando claramente as comunicações de trabalho e pessoais.
Independentemente do modelo de negócios de cada organização, é crucial determinar o “porquê” antes de decidir pela adoção de um modelo BYOD.
A seguir, as empresas devem elaborar um plano de implementação antes de colocar a política de BYOD em prática. Isso começa com uma colaboração entre as equipes jurídicas e de recursos humanos para desenvolver uma política de uso de celulares. Entre os diversos pontos a serem considerados, está a questão de se os funcionários serão compensados pelo uso de seus celulares pessoais, geralmente na forma de um subsídio mensal.
Incentivando a adoção dos funcionários
Embora muitos funcionários tenham demonstrado interesse em ter uma política de BYOD, algumas empresas ainda enfrentam dificuldades para engajar seus colaboradores nessa mudança. As preocupações em torno da privacidade de dados, as complexidades de TI e os obstáculos na execução são algumas das razões para essa resistência.
A implementação de aplicativos de terceiros pode ajudar a resolver várias dessas preocupações, mas as empresas devem ter cautela quanto a ferramentas que permitem comunicações seguras em dispositivos pessoais. O ideal é priorizar aplicativos que garantam uma separação clara entre comunicações de trabalho e pessoais. Funcionários tendem a se engajar mais com o modelo BYOD se souberem que seus dados pessoais não estão sendo monitorados ou registrados pela empresa.
Outras estratégias para incentivar a adoção rápida e compliance do BYOD:
- Enfatizar os benefícios do BYOD nas comunicações de lançamento. Ninguém gosta de carregar dois celulares, e isso pode ser um grande motivador para a adesão dos funcionários.
- Se a política de BYOD envolver aplicativos específicos, é importante garantir um treinamento adequado desde o início. Treinamentos complementares são úteis para assegurar o uso contínuo.
- Implementar a política de cima para baixo. Quando os colaboradores veem que a liderança está em conformidade com a nova política, isso incentiva os demais a fazerem o mesmo.
Estruturando as fundações para resultados reais
Compreender o “porquê” da implementação de uma política de BYOD, selecionar uma opção que atenda às necessidades específicas da organização e incentivar adequadamente a adoção pelos funcionários resultará em benefícios tangíveis tanto para empregadores quanto para os colaboradores.
A seguir, estão alguns dos benefícios que as empresas podem obter ao adotar um modelo de BYOD:
- Economia de custos: Sem a necessidade de adquirir celulares extras ou gerenciar um novo plano de dispositivos, as empresas podem reduzir significativamente os custos com hardware e serviços móveis.
- Conveniência: Os funcionários não precisarão mais carregar dois celulares. Eles poderão manter as comunicações de trabalho e pessoais separadas no mesmo aparelho.
- Segurança e conformidade: Aplicativos de terceiros podem oferecer recursos de segurança de nível empresarial que apoiam a conformidade nas comunicações (por exemplo, para setores financeiros ou jurídicos), com gravação automática de chamadas e mensagens, arquivamento e monitoramento.
Em resumo, um modelo de BYOD, aliado a um aplicativo de terceiros, pode proporcionar os benefícios de um segundo celular sem a complicação ou custo adicional – especialmente atraente para profissionais que precisam permanecer em conformidade ou para empresas que gerenciam frotas móveis.
Explorando o futuro do BYOD
À medida que a tecnologia avança, o futuro do BYOD tende a ser ainda mais promissor. Com a popularização de dispositivos móveis e a melhoria na conectividade, mais empresas devem adotar essa prática como forma de otimizar a eficiência e a satisfação no trabalho. Além disso, a evolução das ferramentas de segurança e gerenciamento deve facilitar ainda mais a integração do BYOD nas estratégias corporativas.
As empresas que se adaptarem e implementarem corretamente políticas de BYOD podem se destacar em um mercado competitivo, garantindo não apenas a segurança dos dados, mas também a satisfação de seus colaboradores.

